Tratamento

Sendo uma infecção que acomete mais da metade da população mundial e aliado ao fato que apenas uma minoria dos pacientes infectados irá desenvolver doenças clínicas, o tratamento é hoje recomendado apenas em situações especiais. Assim, todos os pacientes portadores de úlcera no estômago e duodeno e infectados pela bactéria deverão ser tratados. Da mesma forma, familiares de primeiro grau de portadores de câncer de estômago deverão ser investigados quanto à presença da bactéria e, em caso positivo, submeter-se ao tratamento.  Em outras situações clínicas, à critério médico, o tratamento pode também ser recomendado.

O tratamento atual para eliminação da bactéria baseia-se na associação de dois antimicrobianos e uma medicação antisecretora, administrados durante sete a dez dias, com ótimos resultados.  Infelizmente, o uso indiscriminado de antibióticos entre nós tem propiciado o surgimento de cepas de H. pylori resistentes ao tratamento habitual, sendo aí necessário o emprego de tratamentos alternativos e potencialmente mais tóxicos.

Para uma infecção com tal índice de disseminação na população, o tratamento ideal será o desenvolvimento de uma vacina anti-H. pylori a ser aplicada na infância. Embora vários grupos de biotecnologia em diferentes partes do mundo venham se dedicando a esta tarefa, os resultados em humanos  são incipientes, prevendo-se ainda alguns anos para a concretização
 


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